segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

31 de Dezembro de 2010

Acordei bagaçado, terminados de amarrar tudo na moto e tocamos a viagem, fomos até a fronteira do Chile e fizemos a burocracia da aduana para poder continuar a viagem, paramos num pueblozinho (vilarejo), logo depois da fronteira abastecemos a moto e fomos comer no único restaurante aberto.

A comida não caiu bem para nenhum dos três, ficamos eu e o Bart meio mal do estomago, más o Nicola ficou acabadão, mesmo assim tivemos de encarar o Rípio. A estrada já estava melhor do que eu esperava e tocamos por volta de 60 a 70 por hora apesar do vento lateral que estava forte pra caramba.

Chegamos a outra fronteira agora para passar do Chile para a Argentina. O tramite foi mais rápido, porem agora ficamos os três no banheiro eles vomitando e eu com uma diarréia terrível. Depois disso seguimos a viagem e mais ou menos uma hora depois disso começou a melhorar o visual que de desértico, mudou totalmente, começamos a passar por regiões mais verdes e com montanhas e rios. Também já se podia ver o gelo, e apesar de estarmos acabados, descemos algumas vezes da moto para admirar a paisagem, e que paisagem viu! Chegamos a Ushuaia, por volta das 22 horas e ainda era dia claro, já com o frio forte e uma chuva fina. Encostamos no Hostel que havíamos reservado. Sorte Nicola ter feito a reserva, o lugar estava lotado e haviam entre o pessoal, gente de várias nacionalidades, e também alguns brasileiros, e todos eles já haviam tomado umas e outras, já estavam no clima de festa de fim de ano.

Descarregamos as motos e fomos tomar um banho e depois nos juntamos a eles para comer um pouco e tomar umas cervejas para relaxar e depois fomos dormir.

Fiquei meio triste porque não consegui ligar para o meu pai e dar o feliz ano novo, estava tudo fechado, e não houve como fazê-lo.

30 de Dezembro de 2010

Levantamos por volta de umas 9 da manha e o Nicola se ofereceu para ir fazer a reserva para mim por telefone no Backpacker de Ushuaia, enquanto isso eu fique arrumando a bagagem e acertando o pagamento.

Pegamos a Ruta por volta de 11 da manha, paramos no posto que estava na saída da cidade e enquanto estávamos abastecendo chegou um cara com uma chopper da Yamaha, era o Armando Carvallo, um argentino de Rio Gallegos, que muito “profeticamente” nos aconselhou a tomar cuidado com os Guanacos, uns bichos parecidos com a Lhamas, bem grandes, eles tem por volta de uns 200 a 250 quilos e são compridos e ágeis como veados.

Saímos então do posto, e tocamos rumo Sul, depois de uma meia hora mais ou menos o Armando nos ultrapassou andando forte, nos estávamos a 120, ele passou dando tchau e eu lembro de pensar que ele sendo da região conhecia bem a Ruta para poder acelerar...

Bem passados uns 30 minutos, eu seguia na frente e quando terminou uma seqüência de curvas descendentes, vejo uns ônibus e uns caminhões encostados e no meio deles a moto do Armando, ou o que sobrou dela, e ele estirado no chão, paramos bem a tempo, pois o povo que o estava socorrendo, estava dando-lhe água e o colocaram deitado com a jaqueta servindo de travesseiro.

Pedi que não dessem mais água e que não o movimentassem mais, um motorista de ônibus que estava ajudando não gostou muito de eu estar interferindo, mais depois de explicar a situação ele concordou. Combinamos então que o Nicolas que é Argentino seguiria só para Rio Gallegos, que estava a pouco menos de 100 KM, e entrasse em contato com a família de Armando, e tambem providenciasse uma Ambulância. Em quanto isso ficamos eu e o Bart com o Armando.

Ele estava em choque e gradativamente foi recobrando a consciência, conversando com ele já fomos vendo que ele tinha o pulso e algumas costelas quebradas e escoriações pelo rosto. Ele estava usando um capacete escamoteavel que se abriu com o impacto com o solo e ele estava com um hematoma vermelho no queixo e sangrava pelo nariz.

Ficamos nessa agonia por uma hora ai chegou uma caminhonete da Petrobras com dois Argentinos gente boa que passaram um radio para base dele que era próxima, uns 40 km, de onde estávamos, e pediram que viesse uma ambulância e um paramédico para socorrer-nos.

Foi a salvação, pois como descobrimos depois o Nicola não tinha conseguido acionar a ambulância da estrada pois os telefones não funcionavam, e então ficou tentando sem sucesso, de outros lugares sem chegar a  Rio Gallegos. O paramédico da Petrobras chegou primeiro, trouxe com ele uma maca e examinou o Armando, e constatou que aparentemente não sofrera nenhum dano cerebral. A ambulância da Petrobrás chegou uma hora mais tarde, embarcamos o Armando e colocamos a moto em cima de uma caminhonete e seguimos para Rio Gallegos. O pessoal da Petrobras tambem acionou uma ambulância de Rio Gallegos que nos encontrou na estrada, e de lá finalmente fomos para o Hospital. A coisa toda demorou umas 5 horas e ainda sim considero que o Armando deu muita sorte pois a estrada era muito herma, e as condições como os telefones de SOS fora de serviço não favoreciam o socorro.

Deixamos o Armando no Hospital e nos certificamos que a família estava avisada e seguimos viagem pois ainda tínhamos de concertar a moto do Bart e chegar a tempo de pegar a Balsa para atravessar para ilha. Foi corrido e acabamos chegando no porto da balsa meia hora antes da ultima balsa, por volta das 11 e meia da noite.

A travessia durou uma meia hora e por conta da escuridão não deu para apreciar a paisagem, tambem começava a fazer muito frio e o vento estava forte. Depois da travessia, o Nicolas e o Bart me falaram que iriam acampar, eu fiquei preocupado pois não tinha barraca e nada de Camping comigo, o Nicola me ofereceu a barraca dele para passar a noite, eu topei mesmo porque não tinha outra opção, só que tive de passar a noite de roupa e sem saco de dormir. Com o frio e ventania, foi uma noite difícil. O dia de fortes emoções então terminou assim.

29 de Dezembro de 2010

Não pude sair muito cedo, pois tive de ir correr atrás de combustível por conta do racionamento. Logo na saída de Caleta Olivia encontrei dois caras de moto. Uma Kawazaki KLR 650 e outro numa Africa Twin. Fomos tocando junto então e paramos todos no primeiro posto que achamos.
Fui conversar com os caras, e os dois eram muito gente boa. O da KLR era Belga Bart e o da Africa Twin Argentino o Nicola, conversamos um pouco e como eles seguiam sul para Ushuaia me convidaram para tocar com eles, topei na hora.
Foi legal alem dos caras serem muito gente boa, viajar com companhia nessa Ruta é importante porque as distancias sem nada são muito grandes e há muitos animais soltos na estrada, principalmente Guanacos e umas Emas.
Eu mesmo quase bati num Guanaco, embora estivesse indo devagar, não pude fazer nada quando o bicho, sem dar sinal pulou na frente da moto. Passei raspando por ele, e fiquei uma meia hora para recuperar do susto.
Acompanhá-los foi bom também porque podemos dividir o alojamento em Comandante Luis Piedra Buena, o que sempre ‘e mais barato para 3 do que para 1. Chegando na cidade fomos “abordados” por um cara numa Fazer 1000 o nome dele era Mario, ele nos convidou para uma Parilla e aceitamos na hora. Estava muito bom e o Mario deu-nos umas indicações sobre onde encontrar uma oficina em Rio Galegos, o Bart precisava trocar a relação que estava mal.
Alugamos uma casinha muito legal, a casa del Descanso em Comandante Luis Piedra Buena, outro lugar bom para se conhecer se estiver passando de moto pela Ruta 3, o lugar é novo, limpo, barato e foi a melhor cama aqui na argentina ate agora.

28 de Dezembro de 2010

Acordei mais tarde, descansei bastante e me senti descansado. Dei uma volta na cidade, liguei para o Brasil e fiquei sabendo que o meu cartão estava querendo me “bloquear”, porque não havia comunicado que ia viajar.

Depois fui almoçar e voltei à loja de motos Coyote, para saber o preço do óleo para trocar, más o preço estava fora da media e eu ainda tenho uma folga de uns 500 km para chegar na quilometragem recomendada para a troca então fiquei de papo como rapaz que trabalha lá e então fui fazer uma comprinha no supermercado, la encontrei uma mulher brasileira que vivi em Caleta Olivia, Márcia é gaucha e depois de conversarmos um pouco me convidou para visitar sua casa e conhecer seu marido Franco. Os dois muito simpáticos me convidaram para voltar e visitá-los.
De lá peguei minha câmera e o tripé e fui de novo visitar a Loberia.

Quando cheguei lá só haviam apenas 2 lobos, que estavam sendo importunados por um bando de crianças e seus pais ignorantes, que numa praia de uns 5 km de largo estavam justamente no cantinho de 50 metros que os lobos costumam tomar sol juntos. Os imbecis ficaram tentando espantar os lobos por um bom tempo. Fiquei muito chateado, porem fiquei só assistindo o espetáculo. De repente, um pouco mais a direita, começaram a sair do mar vários outros Lobos, contei 27 no total, e foram se jogando na praia de pedregulhos para tomar um solzinho.
Aproveitei então para tirar um monte de fotos e cheguei então mais perto dos lobos de que ontem, fiquei a pouco mais de um metros dos mais tranqüilos. São muito bonitos de se ver mesmo, más peidavam e arrotam o tempo toco. Pode-se imaginar o cheiro, com a dieta rica em peixes deles. Foi legal fiquei lá umas 2 horas e matei a vontade de ver lobos marinhos.

Na volta passei por uma praia e em frente de uma casa tinha um quadriciclo enorme, parei para tirar uma foto e dar uma olhada e o dono apareceu. Achei que ia reclamar pedi para tirar fotos e o car veio falar comigo e foi muito simpático. Seu nome é Juan e ficamos batendo um papo até que chegou outro camarada com outro quadriciclo e se juntos ao papo. Os dois deram algumas dicas sobre as Rutas.

Voltei para a pensão tomei banho e depois fui comer uma Parilla no centro da cidade num restaurante chamado El Puerto. Lá descobri que o dono Carlos é motociclista tambem e viaja muito.

Ele foi com o guarda marinha que conheci no dia anterior para cobrir toda a Ruta 40, ambos com Hondas Falcons e fizeram 12 mil Kms. Carlos tambem conhece e é amigo do Jorge “Pollo”, de Azul, já morou no Rio de Janeiro. Ficamos de papo, sobre motos e viagens é claro até a meia noite, depois disso fui para o Hotel, para tomar outro banho e dormir para me preparar para viajar no dia seguinte.

27 de Dezembro de 2010

Andei pelo centro da cidade, e parei na fila de um posto para abastecer e colou um menino com uma Yamaha 150, novinha, ficamos conversando e como a fila tava muito demorada resolvemos sair fora. O garoto que se chamava Javier, me levou para uma loja de moto bem bacana que se chama El Coyote, La ficamos proseando eu ele e o dono da loja outro carinha novo muito gente fina que fez questão de me adicionar no Facebook para manter contato comigo.
Depois disso fui andar mais um pouco e acabei pegando a avenida da praia e na saída da cidade parei no porto, lá um guarda muito gentil da Pefectura Naval, (guarda Costeira da Argentina) me deu altas dicas da city e me passou o caminho da Loberia que ficava ali perto.
Fui até a Loberia que fica uns 8 km a diante num caminho misto de Rípio e asfalto, valeu demais apena, pois lá sim pude ver os Lobos marinhos de perto, perto mesmo, fiquei a 2 metros deles, lamentei estar sem a câmera mas fiquei de voltar no outro dia com ela. Que bichinho legal, tem um jeito relachadão e são lindos. São mansos se você esta na água não fazem nada com você, te ignoram ou talvez venham brincar com você, porem quando estavam em terra por se sentirem indefesos podem te morder se você os tocar, é o que me disseram e resolvi não testar fiquei apenas admirando, apesar de a tentação de abraçar aquele bichão gordo fosse muito grande!
Voltei para a pensão e fui dar uma descansada eram 5 horas, apaguei, acordei de novo assustado pois já eram 10 da noite, tinha esquecido o GPS na moto e precisava ir abastecer. Graças a deus nada aconteceu com o GPS, à cidade parece ser mesmo muito tranqüila, fui no posto de gasolina e depois de uma hora de fila consegui abastecer, voltei para o hotel e apaguei de novo.
Finalmente o dia acabou bem e com saldo positivo!

26 de Dezembro de 2010

O dia que não terminou...

Bom depois de fazer os piores 300 km da viagem cheguei a Comodoro Rivadavia, morto de cansado, entrei no primeiro posto que eu vi, já eram uma da manhã, estavam fechando e não me deixaram nem usar o banheiro. Fiquei puto pois eu estava visivelmente cansado. Um guarda provincial (de Azul...), foi mal educado comigo e não quis me dar nenhuma informação.
Bom segui e parei em outro posto uns 10 km a diante. Lá usei o banheiro e comi algo, dei uma relaxada de uns 30 minutos e sai à busca de um lugar para ficar. Fui a todos os lugares e para minha infelicidade descobri depois de umas 3 horas que Comodoro Rivadavia é um dos lugares mais caros para se ficar na Argentina, pelo menos até agora. Apesar de não ter merda nenhuma de atração na cidade, a demanda por acomodação é muito grande devido ao grande numero de trabalhadores nas petrolíferas. O Quarto mais barato, porem um lixo, que achei custava 130 pesos e o resto tudo acima de 200, e quase nenhum tem cochera (como se chama a garagem por aqui).
Bom depois dessa, eu parei num posto da ACA, YPF, e fiquei conversando até amanhecer como segurança e o atendente da conveniência. Ambos muito gente boa, fiquei lá até umas 7 da manhã, depois disso rodei mais um pouco em vão tentando achar um lugar para ficar. Desisti, parei em outro posto e fiquei lá ate o comercio abrir. Então fui num centro de informação e apesar da simpatia do tratamento, não conseguiram me ajudar a arrumar um lugar para ficar. Muito puto da vida resolvi tocar para Caleta Olivia, que é uma cidade turística a 70 Km de distancia, lá esperava encontrar um Hostel ou um hotel barato.
Quando fui abastecer para seguir a viagem, mais uma noticia ruim, a patagônia esta ficando sem combustível, por conta de uma greve das petroleiras e do fim de ano. Aqui tinha combustível mas tinha fila e demorada.
No Posto encontrei dois Belgas em 2 BMWs 800, O Rudy e a Sofia, muito gente boa, ficamos batendo papo em inglês por uma meia hora. Eles não tiveram problema de acomodação por que estavam com barracas.
Daí toquei para Caleta, na saída da cidade fui parado pela policia, eram os de verde da Gendarmeria, esses não são safados como os outros geralmente, pelo menos eu tenho sido muito bem tratado sempre por eles. Estavam apenas checando os documentos, foram como sempre educados e me deram informações precisas sobre a Ruta, e a falta de combustível.
Na inda até Caleta Olivia correu tudo bem apesar do vento a estrada é deserta e a beira mar muito bonita, pena não poder tirar fotos pois a câmera estava sem bateria. Cheguei em Caleta por volta de uma da tarde. Fui direto no posto de informação, La me indicaram uma espécie de pensão. Lugar muito simples porem acolhedor e limpo. A diária custava 75 pesos com café da manha e garagem coberta para minha querida companheira!
O dono o senhor Alberto é muito legal, bem como as duas senhoras que lá trabalham, o lugar chama-se Hostel El faro, fica de frete para a praia. Descarreguei a moto e apesar de muito cansado, agora estou sem dormir por mais de 48 horas, eu fui dar uma banda pra conhecer a cidade. É uma cidade pequena mas bem interessante, tudo bem arrumadinho e limpo. Aqui tambem o que manda é a industria do petróleo más o turismo tambem esta se tornando uma atividade importante pelo que comentaram.

25 de Dezembro de 2010

Pela manhã fomos eu Diogo e Matheus até o cachero (caixa eletrônico), depois abastecemos e pegamos a Ruta, eles na Bandeirante e eu na moto, o bom é que a estrada é uma reta só então eu adiantava, pois a moto anda mais rápido, e parava a cada 150 km mais ou menos, enquanto eu descansava e dava uma alongada os meninos chegavam e ai seguíamos a viagem.

Muito interessante esse trecho, estava tudo muito deserto, más não foi chato apesar de a estrada ser sempre igual. Entramos na Patagônia finalmente, e resolvemos pernoitar em Puerto Madryn, os meninos dormiram na Bandeirante e eu fui para um Hostel, da rede do Albergue da juventude (60 pesos ou 30 reais à noite), pena que fiquei pouco lá pois era um lugar muito jóia. Me colocaram num quarto com três meninas uma brasileira do RS e duas Argentinas, todas muito simpáticas e lindas. Conversamos pouco pois qdo. Eu cheguei já eram mais de meia noite e sai muito cedo enquanto elas dormiam.
Fui encontrar os garotos num posto de gasolina da Petrobrás, e de la fomos fazer um passeio na cidade. Puerto Madryn é um espetáculo, más com uma cidade turística tudo tem de pagar, fomos numa Loberia a uns 20 km da cidade, a V-Strom pegou seu primeiro trecho longo de Rípio, foi complicado pois tinha muita pedra e estava carregado. Mesmo reduzindo a pressão no pneu, é uma luta controlar a bicha. Quando estávamos voltando eu tentei acelerar um pouco más já levei um puta susto e quase fui para o chão. Depois de lutar um pouco com a moto consegui estabilizar e por sorte consegui dominar a situação e fazer o caminho de volta inteiro. A Loberia foi um novidade legal, era linda, e pena que não podemos chegar perto dos bichos que vimos de um mirante a uns 50 ou 70 metros de distancia. O lugar é muito bonito e bem cuidado como toda a cidade, custou 25 pesos para entrar.

Depois da Loberia voltamos para cidade para almoçar e depois seguir viagem. Na cidade encontramos dois casais de brasileiros de São Paulo e Goiânia. Ambos com V-Strom, uma 1000 e outra 650, eles não estavam juntos e se encontraram na Ruta. O Casal de Goiânia, foi parado e extorquido pela policia de Entre Rios, perderam mais perto de mil reais, disseram que não fizeram nada de errado, porém diante da pressão eles como muitos pagaram para poder seguir viagem. O lance é o seguinte pelo que percebi. Quando fomos parados eu e Gustavo pela mesma policia, são os da Província os que vestem Azul, o Gus já começou aramar o barraco e os caras afinaram, acho que por isso não nos ferraram, como eu disse antes dei 10 pesos para o gordinho mais a título de brincadeira e pra pegar um jornalzinho que distribuíam. Acho que se você ao menos demonstrar uma reação eles afinam, foi o que aconteceu as três vezes que nos pararam o Gus peitou os caras e eu fui na onda...

Bom saímos tarde de Puerto Madryn, eu Diogo e Matheus e resolvemos tocar até onde fosse possível. Por volta das 8 da noite paramos em um posto e os meninos resolveram dormir lá. Como estava ventando muito e eu queria tomar um banho, resolvi então me separar dos meninos. Pedi a eles que levassem para mim para o Brasil uma Mochila de coisas que eu não usaria e estava me atrapalhando e eles muito gentilmente aceitaram fazer esse grande favor. Como eu falei os meninos são muito gente boa e como eles encontrei varias pessoas assim.

Aliviado segui viagem, logo entrou um vento fortíssimo, e me arrependi muito de continuar a viagem nessas condições os últimos 140 km foram trash, tive de tocar a 50 km/h de media lutando muito contra um vento terrível, muito perigoso e não recomendo fazer isso que fiz. O melhor teria sido parar no posto com os meninos ou no único posto que eu encontrei pelo caminho. Não o fiz e em poucas horas ia me arrepender muito disso.