segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

28 de Dezembro de 2010

Acordei mais tarde, descansei bastante e me senti descansado. Dei uma volta na cidade, liguei para o Brasil e fiquei sabendo que o meu cartão estava querendo me “bloquear”, porque não havia comunicado que ia viajar.

Depois fui almoçar e voltei à loja de motos Coyote, para saber o preço do óleo para trocar, más o preço estava fora da media e eu ainda tenho uma folga de uns 500 km para chegar na quilometragem recomendada para a troca então fiquei de papo como rapaz que trabalha lá e então fui fazer uma comprinha no supermercado, la encontrei uma mulher brasileira que vivi em Caleta Olivia, Márcia é gaucha e depois de conversarmos um pouco me convidou para visitar sua casa e conhecer seu marido Franco. Os dois muito simpáticos me convidaram para voltar e visitá-los.
De lá peguei minha câmera e o tripé e fui de novo visitar a Loberia.

Quando cheguei lá só haviam apenas 2 lobos, que estavam sendo importunados por um bando de crianças e seus pais ignorantes, que numa praia de uns 5 km de largo estavam justamente no cantinho de 50 metros que os lobos costumam tomar sol juntos. Os imbecis ficaram tentando espantar os lobos por um bom tempo. Fiquei muito chateado, porem fiquei só assistindo o espetáculo. De repente, um pouco mais a direita, começaram a sair do mar vários outros Lobos, contei 27 no total, e foram se jogando na praia de pedregulhos para tomar um solzinho.
Aproveitei então para tirar um monte de fotos e cheguei então mais perto dos lobos de que ontem, fiquei a pouco mais de um metros dos mais tranqüilos. São muito bonitos de se ver mesmo, más peidavam e arrotam o tempo toco. Pode-se imaginar o cheiro, com a dieta rica em peixes deles. Foi legal fiquei lá umas 2 horas e matei a vontade de ver lobos marinhos.

Na volta passei por uma praia e em frente de uma casa tinha um quadriciclo enorme, parei para tirar uma foto e dar uma olhada e o dono apareceu. Achei que ia reclamar pedi para tirar fotos e o car veio falar comigo e foi muito simpático. Seu nome é Juan e ficamos batendo um papo até que chegou outro camarada com outro quadriciclo e se juntos ao papo. Os dois deram algumas dicas sobre as Rutas.

Voltei para a pensão tomei banho e depois fui comer uma Parilla no centro da cidade num restaurante chamado El Puerto. Lá descobri que o dono Carlos é motociclista tambem e viaja muito.

Ele foi com o guarda marinha que conheci no dia anterior para cobrir toda a Ruta 40, ambos com Hondas Falcons e fizeram 12 mil Kms. Carlos tambem conhece e é amigo do Jorge “Pollo”, de Azul, já morou no Rio de Janeiro. Ficamos de papo, sobre motos e viagens é claro até a meia noite, depois disso fui para o Hotel, para tomar outro banho e dormir para me preparar para viajar no dia seguinte.

27 de Dezembro de 2010

Andei pelo centro da cidade, e parei na fila de um posto para abastecer e colou um menino com uma Yamaha 150, novinha, ficamos conversando e como a fila tava muito demorada resolvemos sair fora. O garoto que se chamava Javier, me levou para uma loja de moto bem bacana que se chama El Coyote, La ficamos proseando eu ele e o dono da loja outro carinha novo muito gente fina que fez questão de me adicionar no Facebook para manter contato comigo.
Depois disso fui andar mais um pouco e acabei pegando a avenida da praia e na saída da cidade parei no porto, lá um guarda muito gentil da Pefectura Naval, (guarda Costeira da Argentina) me deu altas dicas da city e me passou o caminho da Loberia que ficava ali perto.
Fui até a Loberia que fica uns 8 km a diante num caminho misto de Rípio e asfalto, valeu demais apena, pois lá sim pude ver os Lobos marinhos de perto, perto mesmo, fiquei a 2 metros deles, lamentei estar sem a câmera mas fiquei de voltar no outro dia com ela. Que bichinho legal, tem um jeito relachadão e são lindos. São mansos se você esta na água não fazem nada com você, te ignoram ou talvez venham brincar com você, porem quando estavam em terra por se sentirem indefesos podem te morder se você os tocar, é o que me disseram e resolvi não testar fiquei apenas admirando, apesar de a tentação de abraçar aquele bichão gordo fosse muito grande!
Voltei para a pensão e fui dar uma descansada eram 5 horas, apaguei, acordei de novo assustado pois já eram 10 da noite, tinha esquecido o GPS na moto e precisava ir abastecer. Graças a deus nada aconteceu com o GPS, à cidade parece ser mesmo muito tranqüila, fui no posto de gasolina e depois de uma hora de fila consegui abastecer, voltei para o hotel e apaguei de novo.
Finalmente o dia acabou bem e com saldo positivo!

26 de Dezembro de 2010

O dia que não terminou...

Bom depois de fazer os piores 300 km da viagem cheguei a Comodoro Rivadavia, morto de cansado, entrei no primeiro posto que eu vi, já eram uma da manhã, estavam fechando e não me deixaram nem usar o banheiro. Fiquei puto pois eu estava visivelmente cansado. Um guarda provincial (de Azul...), foi mal educado comigo e não quis me dar nenhuma informação.
Bom segui e parei em outro posto uns 10 km a diante. Lá usei o banheiro e comi algo, dei uma relaxada de uns 30 minutos e sai à busca de um lugar para ficar. Fui a todos os lugares e para minha infelicidade descobri depois de umas 3 horas que Comodoro Rivadavia é um dos lugares mais caros para se ficar na Argentina, pelo menos até agora. Apesar de não ter merda nenhuma de atração na cidade, a demanda por acomodação é muito grande devido ao grande numero de trabalhadores nas petrolíferas. O Quarto mais barato, porem um lixo, que achei custava 130 pesos e o resto tudo acima de 200, e quase nenhum tem cochera (como se chama a garagem por aqui).
Bom depois dessa, eu parei num posto da ACA, YPF, e fiquei conversando até amanhecer como segurança e o atendente da conveniência. Ambos muito gente boa, fiquei lá até umas 7 da manhã, depois disso rodei mais um pouco em vão tentando achar um lugar para ficar. Desisti, parei em outro posto e fiquei lá ate o comercio abrir. Então fui num centro de informação e apesar da simpatia do tratamento, não conseguiram me ajudar a arrumar um lugar para ficar. Muito puto da vida resolvi tocar para Caleta Olivia, que é uma cidade turística a 70 Km de distancia, lá esperava encontrar um Hostel ou um hotel barato.
Quando fui abastecer para seguir a viagem, mais uma noticia ruim, a patagônia esta ficando sem combustível, por conta de uma greve das petroleiras e do fim de ano. Aqui tinha combustível mas tinha fila e demorada.
No Posto encontrei dois Belgas em 2 BMWs 800, O Rudy e a Sofia, muito gente boa, ficamos batendo papo em inglês por uma meia hora. Eles não tiveram problema de acomodação por que estavam com barracas.
Daí toquei para Caleta, na saída da cidade fui parado pela policia, eram os de verde da Gendarmeria, esses não são safados como os outros geralmente, pelo menos eu tenho sido muito bem tratado sempre por eles. Estavam apenas checando os documentos, foram como sempre educados e me deram informações precisas sobre a Ruta, e a falta de combustível.
Na inda até Caleta Olivia correu tudo bem apesar do vento a estrada é deserta e a beira mar muito bonita, pena não poder tirar fotos pois a câmera estava sem bateria. Cheguei em Caleta por volta de uma da tarde. Fui direto no posto de informação, La me indicaram uma espécie de pensão. Lugar muito simples porem acolhedor e limpo. A diária custava 75 pesos com café da manha e garagem coberta para minha querida companheira!
O dono o senhor Alberto é muito legal, bem como as duas senhoras que lá trabalham, o lugar chama-se Hostel El faro, fica de frete para a praia. Descarreguei a moto e apesar de muito cansado, agora estou sem dormir por mais de 48 horas, eu fui dar uma banda pra conhecer a cidade. É uma cidade pequena mas bem interessante, tudo bem arrumadinho e limpo. Aqui tambem o que manda é a industria do petróleo más o turismo tambem esta se tornando uma atividade importante pelo que comentaram.

25 de Dezembro de 2010

Pela manhã fomos eu Diogo e Matheus até o cachero (caixa eletrônico), depois abastecemos e pegamos a Ruta, eles na Bandeirante e eu na moto, o bom é que a estrada é uma reta só então eu adiantava, pois a moto anda mais rápido, e parava a cada 150 km mais ou menos, enquanto eu descansava e dava uma alongada os meninos chegavam e ai seguíamos a viagem.

Muito interessante esse trecho, estava tudo muito deserto, más não foi chato apesar de a estrada ser sempre igual. Entramos na Patagônia finalmente, e resolvemos pernoitar em Puerto Madryn, os meninos dormiram na Bandeirante e eu fui para um Hostel, da rede do Albergue da juventude (60 pesos ou 30 reais à noite), pena que fiquei pouco lá pois era um lugar muito jóia. Me colocaram num quarto com três meninas uma brasileira do RS e duas Argentinas, todas muito simpáticas e lindas. Conversamos pouco pois qdo. Eu cheguei já eram mais de meia noite e sai muito cedo enquanto elas dormiam.
Fui encontrar os garotos num posto de gasolina da Petrobrás, e de la fomos fazer um passeio na cidade. Puerto Madryn é um espetáculo, más com uma cidade turística tudo tem de pagar, fomos numa Loberia a uns 20 km da cidade, a V-Strom pegou seu primeiro trecho longo de Rípio, foi complicado pois tinha muita pedra e estava carregado. Mesmo reduzindo a pressão no pneu, é uma luta controlar a bicha. Quando estávamos voltando eu tentei acelerar um pouco más já levei um puta susto e quase fui para o chão. Depois de lutar um pouco com a moto consegui estabilizar e por sorte consegui dominar a situação e fazer o caminho de volta inteiro. A Loberia foi um novidade legal, era linda, e pena que não podemos chegar perto dos bichos que vimos de um mirante a uns 50 ou 70 metros de distancia. O lugar é muito bonito e bem cuidado como toda a cidade, custou 25 pesos para entrar.

Depois da Loberia voltamos para cidade para almoçar e depois seguir viagem. Na cidade encontramos dois casais de brasileiros de São Paulo e Goiânia. Ambos com V-Strom, uma 1000 e outra 650, eles não estavam juntos e se encontraram na Ruta. O Casal de Goiânia, foi parado e extorquido pela policia de Entre Rios, perderam mais perto de mil reais, disseram que não fizeram nada de errado, porém diante da pressão eles como muitos pagaram para poder seguir viagem. O lance é o seguinte pelo que percebi. Quando fomos parados eu e Gustavo pela mesma policia, são os da Província os que vestem Azul, o Gus já começou aramar o barraco e os caras afinaram, acho que por isso não nos ferraram, como eu disse antes dei 10 pesos para o gordinho mais a título de brincadeira e pra pegar um jornalzinho que distribuíam. Acho que se você ao menos demonstrar uma reação eles afinam, foi o que aconteceu as três vezes que nos pararam o Gus peitou os caras e eu fui na onda...

Bom saímos tarde de Puerto Madryn, eu Diogo e Matheus e resolvemos tocar até onde fosse possível. Por volta das 8 da noite paramos em um posto e os meninos resolveram dormir lá. Como estava ventando muito e eu queria tomar um banho, resolvi então me separar dos meninos. Pedi a eles que levassem para mim para o Brasil uma Mochila de coisas que eu não usaria e estava me atrapalhando e eles muito gentilmente aceitaram fazer esse grande favor. Como eu falei os meninos são muito gente boa e como eles encontrei varias pessoas assim.

Aliviado segui viagem, logo entrou um vento fortíssimo, e me arrependi muito de continuar a viagem nessas condições os últimos 140 km foram trash, tive de tocar a 50 km/h de media lutando muito contra um vento terrível, muito perigoso e não recomendo fazer isso que fiz. O melhor teria sido parar no posto com os meninos ou no único posto que eu encontrei pelo caminho. Não o fiz e em poucas horas ia me arrepender muito disso.

domingo, 26 de dezembro de 2010

24 de Dezembro de 2010

Segui para Bahia Blanca pela Ruta 74, o dia foda muito vento, e muito sol, alem disso tive uns problemas que estragaram o dia.
Bom más o ponto positivo é que ao chegar em Bahia Blanca, peguei um Hostel e pouco depois chegaram dois caras de São Paulo, o Matheus e o Diogo que estão indo a Ushuaia tambem numa Toyota Bandeirante 89, posso dizer que os meninos salvaram a viagem de certa forma, resolvi então continuar a trip com ele por algum tempo.
Muito interessante como essas coisas se processam na viagem, estando na estrada de moto você vai rodando e conhecendo gente, que naturalmente vai se aproximando e fazendo amizade. É muito bacana isso!
Bom depois de ligar para meu pai, e dar uma beijo nele e desejar Feliz Natal, fui com os meninos comer uma lanche, e conversar um pouco. Depois disso e fui dormir e preparar tudo novamente, para sair de manhã, é uma missão, na próxima vez venho com um terço dessa carga.

23 de Dezembro de 2010

Acordei cedo e fui mandar lavar umas roupas e o macacão que esta fedendo muito.
Dei umas voltas por Azul e uma navegada na net, pois La Posta estava fechada, fui almoçar num restaurante simples perto do Hotel, La encontrei umas professoras e um senhor muito simpáticos todos. Ficamos conversando e eles começaram a falar sobre a História de Azul, é impressionante como eles cultivam a cultura de um modo geral.
Me falaram que Azul é uma cidade Cervantina, ou seja que adotou a obra de Miguel de Cervantes como patrimônio da cidade. Me interessei pela história e então o señor Alejandro se ofereceu a me levar num parque municipal para ver umas estatuas de Don Quixote em seu cavalo e San Chupança em seu burrinho, lógico que aceitei e fomos depois do almoço ver as tais estatuas que eram muito bonitas realmente. São de um artista plástico de Azul que foi para a Europa e é consagrado lá.
Depois do passeio me despedi do meu novo amigo (são muitos agora), e fui a La Posta, como havia combinado com “Pollo”. Quando cheguei lá o cara já estava aprontado o lugar para outra festa com uma turma diferente dessa vez. Pollo aproveitou que eu estava “sobrando”, e resolveu testar minhas habilidades, me deu um formão cedo e um martelo velho e frouxo e pediu para que eu desbastasse o batente da porta de entrada que estava emperrando. Topei depois de explicar que não manjava muito do riscado, ele disse que tudo bem, e então agora a rusticidade de La Posta Del Viajero em Moto de Azul agora tem um toque Brasileño que combinou bem com o conjunto!
Depois disso voltei para o Hotel e fui tomar um banho, começou a cair uma chuva forte, e por volta de umas 7 da noite, chegou um americano chamado Vincent, com uma KTM 990, vindo de Ushuaia, o cara é super sangue bom e depois de conversarmos um pouco, o convidei para ira a La Posta comigo, ele não conhecia o lugar, ficou curioso e resolveu me acompanhar. Foi jóia para mim destravar o meu inglês que não praticava tanto desde que sai da New Zealand.
Fomos até a festa na La Posta e era uma turma animada más não tão entrosada como a do dia anterior, eu e o Vincent ficamos meio de lado e ele me passou varias informações de Ushuaia e falou sobre sua trip que já dura mais de um ano desde a Califórnia.
Voltamos para hotel e fui arrumar a tralha para decolar de manhã.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

22 de Dezembro de 2010

Acordamos as 08:00 horas e pegamos a Ruta pelas 09:00 da manhã para Azul. Alguns trechos estavam um pouco ruins e a maior parte do tempo a estrada era de pistas simples, com retões de vários quilômetros. Teve tambem bastante movimento de máquinas agrícolas a baixíssima velocidade o que tronou a viagem um pouco estressante. O lado positivo foi que a instabilidade na moto do Gus melhorou bastante, e passamos a rodar numa média de 110 km por hora, agora acho que a coisa esta relacionada com o balanceamento da roda.
No caminho passamos rapidamente pela cidade de Chivilicoy, para visitarmos Guillermo e sua família. Amigos do Gustavo, que nos receberam muito bem. Depois de um bom papo e um descanso de hora e meia mais ou menos seguimos viagem.
Ao chegarmos a Azul, fomos direto a La Posta del Viajero en Moto, e conheci pessoalmente o Jorge “Frango” ou “Pollo”, o carinha é super gente boa, que nos convidou a ficar para um churrasco com outros integrantes deste moto Clube super bacana e totalmente informal. Gus não pode ficar pois estava com compromisso marcado com parentes e amigos em Tandil e Mar del Plata.
E ai foi com dor no coração que dei tchau para o meu companheiro de viagem, e que grande companheiro ele foi sem dúvida.
Muito obrigado amigo Gustavo, pelo carinho da sua atenção, paciência e dicas que esteve me dando todos esses dias. Posso dizer que aprendi muito com ele, e espero poder praticar mais as dicas de pilotagem nas Rutas que me passou.
Peguei um Hotelzinho jóia em Azul na calle Bolivar, o Hotel Roma, que foi indicação do Jorge. Tomei um banho e voltei a La Posta para conhecer toda a turma. Foi novamente uma grande e grata surpresa, pois se tratava de um grupo se senhores uns 12, todos eles muito, mais muito gente finas mesmo, ficamos o tempo todo falando de viagens, motos e aviação. Muito bacana encontrar esses tipos que compartilham das mesmas paixões e interesses que eu.
Dentre eles estavam os Señores Jorge Scarpello e Nestor Bertora, o primeiro, é presidente do Aeroclube de Azul, e o segundo, o proprietário de um bi-plano com motor radial, raríssimo, um Fleet inglês, da década de 30. Ambos me convidaram para na volta ao Brasil, passar novamente em Azul conhecer o Aeroclube e fazer um vôo na raridade. Quando digo que eram gente fina, não era por pouco como se pode perceber. Para quem conhece de aviação sabe que essa é uma oportunidade única, que se tudo correr bem pretendo não perder.
O churrasco (eles chamam Parilla), estava muito bom, assim como os vinhos que eles trouxeram. A festa foi até quase 1 da manhã e ai voltei para o Hotel.